“A guerra é ruim, mas sem repórter é pior”. O gosto da guerra.
A clareza dos fatos e sua compreensão é o pilar para uma sociedade desenvolvida e ética. Os veículos midiáticos tem como sua função a mediação de conhecimento, a veracidade dos fatos e influência, transmitindo a realidade como ela é, podendo mostrar como ela será.
O ato de terror se concretiza diretamente por uma ação midiática, uma vez que depende da mídia para promover seus argumentos e mostrar sua indignação ao mundo, por isso quando falamos sobre ataques terrorista é imprescindível perguntarmos qual é o papel da mídia na sociedade atual e como ela dita a qualidade de vida da população.
O primeiro tópico tratado no comitê AGNU 2020 mídia e terrorismo, questiona o papel da mídia no aumento dos ataques terrorista e qual impacto da espetacularização trazido pelos veículos midiáticos. A delegação estadunidense declara em sua posição oficial o seu total apoio a liberdade de expressão na imprensa, constatando que apesar de todos os problemas que a mídia possa vir a sofrer, sua liberdade é uma forma justa de promover a democracia e o desenvolvimento social, acredita que não é justo criar um limite para a disseminação de informações e nem o acesso a elas tendo como direito a exposição e a incitação. Em entrevista dada, o representante da delegação estadunidense afirma que “há de haver a liberdade de expressão irrestrita e total da mídia de exporem o que acontece durante os atentados terrorista podendo promover a maior visão de como combate-lo gerando até mesmo um impacto governamental, levando em consideração que a censura da mídia não é um caminho plausível”.
Espetacularização de fatos, acontecimentos gera muita audiência, a delegação francesa se pronuncia sobre o temor que atos de terror geram na população e como mudam a dinâmica do dia a dia. A representante da BBC News defende a liberdade de imprensa, declarado não só por ela mas como representante de diversos veículos de notícias, que para a construção de uma sociedade justa e igualitária é necessário serem abordados diversos pontos de vista sobre um determinado assunto, a chamada pluralidade, uma vez que não existe verdade absoluta e o dever da comunidade em interpretar os fatos e como isso afeta seu Ser é um problema educacional o qual o estado deve cessar. Já o veículo de informação Alrabia acredita na vulnerabilidade que a sociedade vive e como o pensamento crítico gera soluções, já a Aljariza, rebate o tópico e fala sobre a importância da população se informar e fala sobre o devido cuidado que temos que ter para promover o jornalismo responsável, ético e seguro, protegendo o maior bem jurídico que é a vida. A declaração indiana formaliza que, como em qualquer âmbito da vida de um Ser Humano o equilíbrio é necessário para atingir a plenitude, logo as noticias devem estar sim de acordo com a realidade porem devem pensar em um bem maior sendo este a segurança populacional, revelando que o terrorismo não é uma questão de problema midiático e sim de segurança nacional.
O sentido da omissão de informações gera pânico social, criação de notícias falsas, as chamadas Fake News é um desordenamento popular. A BBC trata que notícias podem ser baseadas em ideologias políticas e podem vir a sofrer modificações não verídicas em prol de um governo ou pessoa a ser beneficiada, incita que os Estados Unidos da América não buscam se responsabilizar ou entender o que levou aos ataques a ocorrerem, tirando a culpa de uma ação governamental ou falta dela, questionando-os sobre a guerra do terror ocorrida. Confrontando os argumentos trazidos pelos representantes da BBC News, os Estados Unidos da América reiteram que foi uma tentativa de protelar a liberdade de uma nação, foi uma ação necessária feito junto com diversos países para tentar cessar o terrorismo e acabar com seu renascimento.
A delegação Inglesa apresenta a ideia de que não é só porque a mídia não expõe um ato terrorista que ele deixa de ser legítimo, e acarreta em diversas consequências para a população, pânico gera instabilidade. A representante da Coreia do Norte, afirma que é dever do estado se impor frente às notícias dadas, constatando que terroristas só querem a atenção e que as fakes News vêm de uma falta delas. Em concordância o Egito entra com argumentos complementares da intervenção estatal sem causar pânico em excesso.
Mídias alternativas são meios de propagação porém não são meios oficiais e não passam em sua grande maioria sob um crivo de veracidade, alarmando muitas informações e contribuindo diretamente para o desenvolvimento cada vez maior da Fake News, assim alrabia mostra que estas propagações geram consequências irreversíveis, podendo perdurar por muito tempo.
As delegações presentes atuam em um acordo de punições para a disseminação de notícias falsas.
Por: Isabella Rotondo
O debate de hoje (13/09/2024) foi principalmente centrado na primeira parte da discussão, que é o papel da mídia no aumento de ataques terroristas, entre outros tópicos menores, como a maneira de mitigar esse efeito e melhorar a situação, sendo bem interessante de observar a colocação de cada um dos delegados sobre o assunto. É um assunto de extrema relevância, considerando o mundo globalizado atual, com a internet e afins.
Antes de mais nada, o que mais me chamou mais atenção desde o começo foram as nações França, Índia e Emirados Árabes defenderam que a mídia influencia sim, e bem fortemente no aumento do terrorismo e que deve haver alguma forma de regular o que a imprensa exibe, evitando a “espetacularização” dos atos, assim como evitar que quem os faz ganhe o que quer, ou seja: atenção. Apesar de largamente concordar com este ponto de vista, há uma discussão a se ter, pois, por mais que a mitigação de notícias que só causam pânico e criam um espetáculo da tragédia, há uma discussão para se ter sobre até que ponto essa limitação da imprensa pode ser considerada censura ou não. E digo que há uma discussão para se ter aí porque isso realmente foi discutido, com a França sendo questionada pelos delegados dos EUA e da BBC diversas vezes, esclarecendo que quer limitar apenas notícias e publicações falsas, além de limitar a propagação das ideias violentas e perigosas das organizações terroristas. Largamente, concordo com estes pontos que saíram majoritariamente da França, apesar de ter minhas críticas quanto a esta mentalidade, mas mais que isso, foi extremamente interessante a contribuição da Índia, que, apesar de ter participado pouco, defende a criação de uma punição para a divulgação de fake news e a compartilhação de ideias perigosas e negativas. Gostaria que tivesse participado mais da discussão.
Em contrapartida, os representantes dos EUA e da BBC definiram estas ideias da França como perigosas. Para estes, principalmente os EUA, a liberdade de expressão deve ser plena e irrestrita, questionando as ideias de restrição vindas dos que a defendiam, isso junto da Coréia do Norte, que concorda com os EUA e também diz que a mídia não influencia na ocorrência de terrorismo. Apesar de ser pertinente questionar os limites que a França sugeriu impor, a liberdade irrestrita de expressão pode ser igualmente perigosa caso seja usada para espalhar ideias perigosas e violentas, e discordo completamente da Coréia, já que, é inegável que as comunicações fazem com que atentados terroristas gerem grandes discussões, muitas vezes causando um pânico enorme, muitas vezes em busca de cliques e atenção ao invés de informar – o que também foi um ponto dado pela Índia durante o debate.
Para fins de concluir o debate pelo dia, perto do final os delegados entraram num debate sem moderação em que chegaram numa conclusão sobre combater as notícias falsas e encorajamento de pânico e ideias perigosas por parte da mídia alternativa, que, apesar de ser positiva muitas vezes, também tem o potencial de ser perigosa, principalmente na era da internet e da informação. Ainda há mais o que discutir, mas a discussão está chegando numa direção que realmente fala sobre os problemas reais da situação e espero que tudo se conclua com um bom plano de intervenção por parte dos representantes das nações.
Por: Gabriel Vieira
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