A mesa de honra presente no evento, os representantes de todos os países envolvidos na comissão e a imprensa.
EVENTO: DIÁLOGOS GLOBAIS
O evento Diálogos Globais, o qual teve início nesta sexta feira 13, tendo fim no dia 14 de setembro, contou com a presença da mesa dos Diretores do debate. Com representantes de diversos países, ativistas e organizações intergovernamentais e com a imprensa, no Comitê COP27: Novos Atores e Mudanças Climáticas.
PRIMEIRO DIA DOS DIÁLOGOS GLOBAIS
O primeiro dia do debate, 13/09/2024, iniciado, às 14 horas Brasília,foi realizada a apresentação do tema e seus aspectos, no que diz respeito às causas da mudanças climáticas em escala global e suas respectivas consequências socioambientais. Nesse sentido, países desenvolvidos, como a Alemanha, defendiam a redução do uso de combustíveis fósseis, uma vez que essa seria a principal causa do desencadeamento de eventos climáticos desastrosos. Entretanto, países emergentes, como Índia e Egito, eram contrários a essa ideia e defendiam a utilização dessa fonte de energia, alegando ser fundamental para seu desenvolvimento econômico.
Sobre este viés e após diversos pontos ressaltados no diálogo, constatou - se que o equilíbrio entre atividades sustentáveis e econômicas seria chave para a união entre diferentes países por um bem comum.
SEGUNDO DIA DOS DIÁLOGOS GLOBAIS
O segundo dia do debate,14/09/2024, iniciado às 7 horas, caracterizou – se, principalmente, pela necessidade de uma proposta de intervenção imediata frente às mudanças climáticas, convocando novos atores que pudessem fazer parte desse processo. Nessa perspectiva, era necessário primeiramente expor os principais problemas enfrentados pelos países mais afetados com as mudanças ambientais, para posteriormente, elaborar uma proposta válida.
Logo, o Brasil entra em cena e expõe os problemas enfrentados no período pandêmico, e FUNAI CONAQ clamam que os olhares do Estado se voltem também, respectivamente, aos povos originários e quilombolas e suas dificuldades. Diante desse cenário, de repente, uma surpresa ocorre: uma ativista dos povos indígenas invade a sala e expõe toda a verdade sobre a negligência do Estado para com as terras indígenas, exigindo que elas sejam retiradas das empresa mineradoras e voltem para seu comando por direito.Tendo isso em vista, a sala entra em crise, e urge a necessidade de propor uma resolução imediata, e,por fim, conseguem elaborar uma proposta inclusiva, a qual consiste, dentre várias, na criação de um fundo para indenizar a comunidade, com a fonte monetária de Empresas e Países, buscando restabelecer a dignidade e a vida dos povos.
Ademais, a proposta de intervenção em relação à mitigação das mudanças climáticas segue em frente e convoca cada vez mais novos atores. Desse modo, a imprensa pergunta sobre como a educação pode contribuir para essa finalidade, e o Egito e a Índia sugerem o maior investimento na educação, o Brasil sugere programas de intercâmbio (o qual Canadá demonstra extremo apoio financeiro), e OPEP afirma que existem “projetos verdes” nas variadas regiões do Oriente Médio os quais os demais países deveriam se espelhar. Além disso, a ativista Brianna Fruean se mostra firme em seu propósito, em todo o debate, de destacar a necessidade de uma proposta palpável e mais prática em favor da própria humanidade.
Como resultado, as propostas de resolução, em decorrência da contribuição de todos presentes no debate, é elaborada, e compreende desde a busca pelo desenvolvimento da transição de matriz energética dos países, até os programas de intercâmbio envolvendo as mulheres e os povos indígenas e quilombolas, a fim de lhes deixar a par do cenário climático mundial, bem como aprender com eles formas sustentáveis de manusear os recursos naturais. Dessa forma, espera - se que haja a melhoria da educação ambiental e valorização do meio comum. E então, o evento dos Diálogos Globais 2024 se encerra com sucesso!
Autora: Juliana Nunes Miranda
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